Veganismo, vegetarianismo e a cultura alimentar do amor
- 20 de mar. de 2017
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Elizandra Martins | Foto: Andress Mattos
Necessidades fisiológicas são aquelas essenciais para sobrevivência do ser humano. Comer é uma dessas necessidades que garante ao indivíduo energia no dia a dia e que permite a Elizandra Martins, 36, bibliotecária e docente, cumprir com seus compromissos da rotina e ainda cuidar de sua horta que toma o fundo do quintal com ramas de batata doce.
A professora universitária natural de Londrina-PR, diz que passou sua infância numa chácara em meio aos animais, pastos e árvores. Desde cedo notou seu afeto pelas criaturas vivas; tanto que agora, divide sua casa em Presidente Epitácio-SP, cidade que também trabalha, com uma cachorra de unhas feitas, um gato de pelagem preta e coleira vermelha e um filhote de gato branco e rabo preto, que faz parte da família desde fevereiro.
Segunda Elizandra, foi esse afeto, essa empatia pelos seus amigos de quatro patas que a levou a começar uma dieta vegetariana. Como explica o nutrólogo Rafael Miguel Saraiva, "o vegetarianismo é um regime alimentar, que exclui todos os tipos de carne", permitindo dependendo da classificação, o consumo de alguns derivados de animais, como ovos, leite e mel.

Foto: Andress Mattos
Desde setembro de 2016 que a londrinense excluiu por completo a carne vermelha (de boi e porco) de sua alimentação. No entanto, ela conta que há muito não fazia questão do consumo. "Desde de que eu me entendo por gente, não fazia questão de comer carne vermelha, quando minha mãe fazia leitão assado, eu via e já imaginava aquele animal rosinha correndo pelo quintal", relata.
Ela lembra que está em processo de transição para o veganismo, um estilo de vida que busca abandonar a prática de todas as formas de exploração e crueldade contra animais, abrangendo a alimentação, vestuário e demais finalidades. Desde a compra de um creme facial que seja testado em animais, até a ingestão de ovos e leite, ou seja, tudo que derive de algum ser vivo.
Elizandra diz ser uma amante de experiências culinárias, "sempre gostei de tentar coisas novas na cozinha" e por sua vez, produz pratos veganos que podem enganar todo bom carnívoro. "Eu fiz um quibe com batata inglesa que ninguém diz que não vai carne, e uma almôndega de feijão branco com beterraba para dar cor avermelhada, que parece de carne mesmo". De bolos com linhaça para substituir os ovos à tortas com leite de coco como troca pelo leite de vaca, que ela vai mudando seus hábitos, até que enfim, possa adotar a cultura vegana por completa.
Quando produz seus alimentos, Elizandra se dedica tanto ao sabor, quanto a estética com visuais coloridos e chamativos. Ela conta que os temperos são fundamentais em todo prato e que cozinhar tornou-se uma terapia, um remédio para os momentos difíceis, "adotei esses hábitos por empatia aos animais e no fim, auxiliou no meu bem estar pessoal".
Dificuldades
Ela diz ainda enfrentar certa dificuldade ao sair com amigos, uma vez que os estabelecimentos da cidade onde mora, não oferecerem uma alternativa vegana/vegetariana a carne. "Quando saio, acabo caindo na batata", conta.
Dos amigos e família, alega não sofrer preconceito, mas sempre surge a pergunta, "e a proteína"?. Através dos legumes e vetais, segundo o nutrólogo, é possível adquirir as vitaminas e proteínas necessárias para substituir as que se conseguiria através do consumo da carne, porém, Elizandra por estar em um processo de transição, toma ainda como reforço a vitamina B12.
Taurina do mês de abril, Elizandra finaliza dizendo que sente mudanças positivas em seu corpo devido a nova rotina alimentar, "me sinto com mais disposição" e que os benefícios vão até o bem estar espiritual "estou de bem comigo mesma".
Como diz o dito popular: Você é o que você come.
foto: Andress Mattos
Na prática
Curtiu a alimentação vegana? Quer se tornar um adepto? O Foca & Foodie preparou uma receita de danoninho de inahme que não leva nada de origem animal, ou seja, preenche todos os requisítos para este tipo de dieta.
Dê o play:
Receita: Lave bem e cozinhe 250 gramas de inhame sem casca até que ele fique bem macio. Espere esfriar. Bata no liquidificador o inhame cozido + 250 gramas de polpa de morango (ou sua fruta preferida) + açúcar mascavo, até que a mistura fique bem homogênea. E tá pronto!





















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