Em época de food truck, é Courier que faz sucesso no Campus II
- 20 de mar. de 2017
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Se você é um milhares de aluno do campus II da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), estudantes do período noturno, provavelmente já viram um carro modelo Courier da Ford, cor prata gasta pelo tempo estacionado na saída de um dos portões da instituição.
Adesivado como Churros do Mineiro, o veículo serve de local de trabalho do senhor Fábio Fernandes de Souza, 60. Com um boné branco na cabeça, um sorriso no rosto e disposição para alimentar todo corpo estudantil da Unoeste, é que o belo-horizontino irá completar quatro anos no preparo de churros neste local.

Foto: Andress Mattos
Fábio conta que era carpinteiro e marceneiro por profissão, até que em 2010 sofreu um acidente de carro enquanto voltava do trabalho. Não obtendo tratamento adequado, veio à Presidente Prudente em 2012 a fim de cuidar da saúde, e por aqui ficou. Começou a trabalhar com doces em 2012 e no início de 2013 definiu o Campus II como ponto de vendas. "Na parte da manhã eu fico no AME, à tarde no HR e à noite eu venho para cá", diz ele.
Aqueles que provam do churros do mineiro, notam logo de cara um diferencial, a massa é amarelada. Segundo ele, a cor muito branca não combinava com o doce que vai dentro da guloseima, então resolveu trabalhar mais a massa e aumentar o tempo de fritura, a fim de garantir essa cor ao churros, o que lhe garante uma característica única.

Foto: Andress Mattos
Outro ponto marcante no churros, é o seu sabor, alunas que provaram a massa frita com recheio de doce de leite/chocolate, salpicada de canela em pó e açúcar, dizem que "esse é o melhor churros do Oeste Paulista".
Além do cuidado com a massa, a preocupação com a qualidade de seu produto fica clara, quando ao pedir um churros para viagem, o cliente recebe esse em uma sacola, enrolado num papel toalha e com um copinho descartável para impedir o doce da ponta de lhe melar e/ou cair o confeito de granulado, nozes ou granulado colorido.
foto: Nataly Gandolfi
Deficiência
Fábio ficou com sequelas após o acidente ao voltar do trabalho, o que segundo ele, o impede de trabalhar, sendo a venda do churros sua única fonte de renda. Ele diz ainda, que sofre represálias da polícia por ficar parado em uma área onde não é permitido e que por medo de perder o carro adaptado para sua deficiência, ficou sem ir vender churros na universidade por cerca de seis meses.
Hoje, ele voltou ao local, mas fica meio "ressabiado", conta aguardar uma licença da prefeitura para poder vender seu produto no local sem ter que se preocupar.
Com a lua a pino ou embaixo de chuva, seu Fábio está lá no portão dois da Unoeste, atendendo à todos aqueles que desejam adoçar um pouco a vida com chocolate ou doce de leite por R$ 2,50.









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