Crise na Páscoa: melhor mãos à obra que no bolso
- 13 de abr. de 2017
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O espanto do consumidor quando vê um ovo de apenas 250 gramas por até R$ 45 já não é mais surpresa. Mas, a época da Páscoa independente dos tempos difíceis não passa em branco. A qualquer hora do dia, a Dispan artigos para confeitaria, na Avenida Manoel Goulart, 1038, estará com filas enormes em um caos comum da época pascalina.
O motivo também não surpreende: quem vai presentear os familiares decidiu colocar as mãos na massa, ou melhor, no chocolate, e fazer os próprios ovos de Páscoa. Como o Caio Medina, 21 anos, que com a renda de garçom conta que fica difícil colocar a mão no bolso para comprar os chocolates. “Tenho que dar para a minha mãe, pai e irmãos. Se fizer a conta, não compensa, prefiro fazer e economizar”, analisa.
O jovem, assim como várias outras pessoas, foi a Dispan, comprou uma barra de chocolate de 2,300 kg, algumas guloseimas e formas. Esse ano ele mesmo vai fazer e, de quebra, ainda vai produzir alguns ovos de colher por encomenda de amigos do trabalho. Ou seja, além de economizar, vai garantir um dinheiro extra.
Mas, para quem não sabe como mexer com tais guloseimas, aí vai a dica: a Dispan oferece cursos todos os anos na primeira quinzena de abril para que seus clientes tenham a oportunidade de fabricar e manusear o chocolate nessa época.
“Com os cursos que damos, esperamos sempre estar formando pessoas que consigam tirar o sustento do chocolate, tanto fazendo ovos quanto com bombons. Porque o mercado do chocolate é bem alto, hoje para se ter uma ideia uma barra de chocolate custa em média de 48 a 50 reais e você consegue fazer entre 7 e 8 ovos ,e com esse valor você paga apenas em um no mercado, né?”, compara o proprietário da loja, Emerson Biscola, 42 anos.
Ele ainda conta que, quanto mais se fala em crise, mais o volume de clientes aumenta em épocas como essa. Quando se diz em economizar, mais as pessoas partem para fazer os produtos artesanais e caseiros.





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