top of page

Almoço da Sexta-Feira Santa com frutos do mar

  • 15 de abr. de 2017
  • 3 min de leitura

Para os católicos que guardam a Sexta-Feira Santa, abstendo-se do consumo de carne, com exceção de peixes, a paella de frutos do mar é uma excelente opção gastronômica para o almoço em família. No entanto, não é preciso ter uma crença ou seguir alguma religião específica para saborear esse colorido, saboroso, aromático e diferente prato.

Originalmente espanhola, a paella, assim como a maioria das receitas com o passar do tempo, sofreu modificações. Ao chegar nas mãos do povo Mediterrâneo, essa acrescentou ao preparo, camarões, lula, polvo e demais seres marinhos. A receita preparada hoje é feita em um rancho próximo ao Campinal, distrito do município de Presidente Epitácio (SP), e segue a tradicionalidade da costa do Mediterrâneo.

Wilson Cesar, 43 anos, é técnico em enfermagem do trabalho e o responsável de hoje pelo almoço do grupo de amigos. Digo hoje, mas segundo ele, a responsabilidade da comida sempre é dele. "Eu quem faço a comida sempre que a gente vem para o rancho. Não que eu ligue, na verdade eu que escolho tomar a frente."

O enfermeiro conta que já virou rotina em todos os feriados e alguns finais de semana o grupo se reunir no rancho. Ele ir para cozinha e fazer algum prato novo, para ser degustado pelos amigos, também é de praxe. A escolha desta sexta, em respeito a alguns católicos que optaram pelo não consumo de carne vermelha, é a paella de frutos do mar.

Para receita, Wilson foi no dia anterior ao mercado buscar o máximo de pluralidade marinha que conseguisse. Neste, ele encontrou: posta de cação, anéis de lula, camarão rosa descascado e camarão com casca (grande e GG), mexilhão e, por fim, tentáculos de polvo. Pimentão verde, amarelo e vermelho também foram comprados, bem como demais condimentos.

Em uma panela, ele coloca água para esquentar. Nesta, passa todos os frutos do mar que comprou, um de cada vez, a fim de tirar todas as possíveis impurezas e de terminar o processo de descongelamento. Numa panela maior, o azeite é aquecido para fritar o alho, pimentões e cebola, um de cada vez, e reservando-os em recipientes separados.

Depois disso, o mesmo se faz com o camarão, os tentáculos e os demais seres marinhos, sempre acrescentando mais azeite à panela na medida que tira um, reserva-o e põe o outro. Depois de fritar tudo e separar, na panela com o óleo de toda a fritura, coloca-se água para ferver (junto com a gordura que estava lá, com o que sobrou da fritura) com os temperos.

"Eu gosto de usar açafrão, páprica picante, pimenta caiena, pimenta do reino branca e sal a gosto para temperar", diz Wilson. Em outra panela ainda maior, ele frita com arroz com alho, e coloca essa água temperada e fervente para cozinhar o arroz. Assim que o arroz está quase no ponto, ele apaga o fogo e abafa-o para que termine o cozimento sozinho.

Com o arroz soltinho e úmido, o chef de hoje vai adicionando um a um todos os ingredientes antes fritos junto com azeite e mexendo. Ao fim, coentro e cebolinha finalizam o prato. Para acompanhar, ele ainda faz uma salada de folhas verdes e molho de mostarda.

A mesa possuí oito lugares, todos preenchidos com pessoas em silêncio, enquanto o tintilar dos talheres parece conversar. No rosto de pessoas sentadas em sofás próximos, é possível ver a expressão de prazer em cada garfada. O prato agrada os olhos, o paladar e o olfato. Rico em sabores, cheiros e cores, a paella de frutos do mar pode alimentar um batalhão e, segundo os presentes, deixar todos com um sorriso de satisfação e deleite no olhar.

 
 
 

Comentários


Notícias Em Destaque
Notícias Recentes
Arquivo
Primeiro site de JORNALISMO GASTRONÔMICO de Presidente Prudente e região.
bottom of page