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Médica cubana apresenta um pouco da culinária de seu país

  • 13 de abr. de 2017
  • 3 min de leitura

O Jornalismo Gastronômico possui uma filosofia de mostrar que a comida pode sim informar e educar, uma vez que carrega consigo a cultura de um povo. Uma prova de que a premissa é verdadeira chama-se Yanet Duverger Valazquez, 46 anos.

Yanet chegou ao Brasil em março de 2014, depois de cursar 12 anos de medicina em Cuba. A libriana de pouco mais de 1,65m de altura faz parte do programa Mais Médicos do Governo Federal, que visa o melhoramento do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela veio de seu país para passar uma temporada de 3 anos em Presidente Epitácio (SP), como médica residente.

Junto com as malas, trouxe consigo toda a carga cultural de um país que parece com o Brasil em clima e culinária. No entanto, ainda assim, diferente de muitas maneiras. Apesar da médica revelar não gostar muito de cozinhar, aceitou fazer um jantar para apresentar em pequena escala a culinária de seu país.

Antes da produção, Yanet precisou ir à feira e ao mercado. Carne de porco, arroz, feijão preto, milho verde, banana verde, abacate, tomate e alface eram alguns itens de sua lista. Enquanto anda pelos corredores, ela conta que é mãe de Estefani Blanco Duverger, de 8 anos, e que há nove decidiu viver com Reinaldo Blanco Gonzalez.

Segundo as regras do programa Mais Médicos, ela não poderia trazer familiares consigo, por isso eles ficaram em Cuba e, neste período de quase 3 anos, ela os visitou três vezes. A cubana diz que quando soube da oportunidade de vir para o Brasil estava na Venezuela também trabalhando como médica, e que resolveu tentar a vinda para cá: "Eu precisava continuar exercendo a medicina. Adoro o que faço".

Ao chegar, foi direto para São Paulo e hospedou-se, junto com mais médicos cubanos, num hotel na Avenida Ipiranga. Lá passou um mês fazendo provas e aprendendo mais da língua, enquanto sentia saudades da família que está a mais de 4 mil quilômetros.

Na feira em Epitácio, ela procura por espigas de milho ainda com casca, para a produção dos Tamales, uma espécie de pamonha salgada com carne de porco. Andando por lá, diz que costuma encontrar tudo o que procura na feira ou mercado, que os ingredientes que usa em Cuba são facilmente encontrados aqui também.

Em sua casa, começa a produção do jantar. Primeiro coloca o feijão preto já cozido na água para esquentar, enquanto em outra panela frita o alho e o arroz; quando a água do feijão começa a ferver, ela mistura tudo dentro da panela de arroz e cozinha assim, os dois juntos, com bacon e orelha de porco. Esse prato chama-se Congri.

A carne de porco, também temperada com alho, já está no forno assando. No liquidificador, ela coloca o milho e um pouco de água, para depois, despejar o conteúdo já batido numa panela com carne de porco frita onde irá mexer até dar o ponto e assim poder montar os Tamales na casca do milho, que serão fervidos em água quente.

Numa panela próxima, o óleo esquenta, ao passo que Yanet descasca a banana verde e corta com rodelas. Coloca-as na gordura quente, frita um pouco, retira, amassa num prato com a colher e volta a frita-las. Assim ficam prontos os Tostones.

Como salada, ela faz o abacate picado e alface com tomate da mesma forma. Temperados com sal, limão e azeite.

Uma vez a carne assada, ela monta um prato e sorri para a foto. Comida bem temperada e deliciosa é o que quem prova a refeição cubana tem a dizer. Apesar de similar com a culinária brasileira, cada prato tem um sabor único e característico que carrega consigo toda ideologia e costumes de um povo.

 
 
 

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